A
acácia negra (Acacia mearnsii de Wild),
espécie leguminosa originária da Austrália,
com crescimento rápido e aproveitamento múltiplo
(casca e madeira), tem se destacado por estar entre as
principais espécies florestais cultivadas no Rio
Grande do Sul.
Sua folhagem é verde escura, e sua altura pode
chegar a 30 metros, sendo que atinge a maturidade aos
sete anos, tendo perfeita adaptação a solos
neutros e profundos.
O aproveitamento múltiplo dos recursos, aliado
a boa remuneração, fazem da acacicultura
uma das melhores opções de investimento
no setor primário, beneficiando hoje mais de 40
mil famílias na região sul do Brasil.
A acácia negra permite que o produtor utilize
a terra para outros fins desde a fase inicial do cultivo.
Durante o primeiro ano, os acacicultores podem fazer
o plantio consorciado com outras culturas anuais, como
milho, melancia, mandioca, etc. Já a partir do
segundo ano, a área pode ser aproveitada para
o pastoreio. Por não ocorrer rebrota, os tocos
apodrecem após três ou quatro anos da colheita,
podendo-se utilizar a área para outras finalidades,
preparando-se o solo de forma integral. A boa adaptação,
fácil decomposição da matéria
orgânica e fixação de nitrogênio
atmosférico, possibilitam a utilização
da Acácia Negra em programas de recuperação
de áreas degradadas. |