Com as exigências cada vez maiores das organizações ambientais, o controle sobre os efluentes gerados na indústria do couro tem sido um assunto cada vez mais discutido. Um dos grandes problemas está na quantidade de nitrogênio presente no efluente, ocorrendo este fato, principalmente nas etapas iniciais de curtimento (remolho, caleiro, descalcinação e píquel), onde há maior concentração de formação de nitrogênio.
No remolho e caleiro, as águas extraem proteínas das peles, e ocorrendo a degradação destas, ocorre a formação de nitrogênio presente na água. Na descalcinação, normalmente a indústria se utiliza de sais amoniacais, sendo que os mais usados são Sulfato e Cloreto de Amônio. Estes sais solubilizam e extraem a cal presente na pele e seguem para o tratamento de efluentes como banho residual. Cada vez mais, vem se buscando minimizar a utilização destes tipos de sais nesta etapa, afim de, minimizar a quantidade gerada de nitrogênio no banho.
Porém, lembramos que parte do nitrogênio também é gerado pela degradação das proteínas, devido as variações de pH que a pele sofre, como é o caso da etapa do píquel, onde a presença de ácidos fortes, como o Ácido Fórmico e o Ácido Sulfúrico, geram a degradação de parte da substância dérmica e, esta em se degradando gera nitrogênio. Assim também, procura-se minimizar a utilização destes produtos, ácidos fortes, afetando ao mínimo a proteína da pele e mantendo-a conservada, afim de, garantir uma boa qualidade do produto final.
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